Domingo, Novembro 08, 2009
Trocas
Rabiscado por Ana Marques às 11/08/2009 10:36:00 PM 0 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
Noite sem luz
Rabiscado por Ana Marques às 11/02/2009 04:30:00 PM 1 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Domingo, Outubro 25, 2009
Importância
Rabiscado por Ana Marques às 10/25/2009 10:34:00 PM 0 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Segunda-feira, Outubro 19, 2009
Desejo
Rabiscado por Ana Marques às 10/19/2009 10:14:00 PM 0 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Domingo, Setembro 27, 2009
Mar de mim

Rabiscado por Ana Marques às 9/27/2009 10:59:00 PM 2 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Segunda-feira, Setembro 14, 2009
Inexprimível
Rabiscado por Ana Marques às 9/14/2009 12:44:00 AM 1 escritos Links para esta postagem
Domingo, Maio 31, 2009
Da insistência do não.
fotografia por Matthew Antrobuso sentimento, o pressentimento
e o vento.
Não olho. Fecho
tardes vazias, noites macias
e a vida.
Não ouço. Silencio
cordas do piano, o riso deste canto
e o instrumento.
Não emociono. Distancio
Versos teus não atingem
o âmago que em mim vive.
Isolo de ti.
Não te permito. Recuso
Tua música eu não escutaria
Teu encanto me distancia
Te repreendo de mim.
Não te divido.
Minha é a tristeza da tua partida
Minha é a dor da tua agonia
Minha é a decisão de te dizer não.
Não.
Rabiscado por Ana Marques às 5/31/2009 11:27:00 AM 2 escritos Links para esta postagem
Terça-feira, Maio 05, 2009
Prisão

fotografia por Stanley Martucci
Solene sorriso se reflete em refrões...
Em tríplices imagens contidas
luas que se esgueiram cativas.
Qual é a verdade aprisionada neste laço?
Que não se desfaz, que não se desintegra?
Que a areia não cobre, que a onda não leva?
Vermes recusam a digestão.
Qual é o presente preso neste passado?
Que se faz de inocente, quase sem pecado.
Que se pronuncia veemente, inerte, macabro.
Vampiro diurno de sangue manchado.
Qual é a vantagem presa nesta opressão?
Opressivo momento que não vai embora
Lascivo, descrente, preciso, escória
permanente, resoluto na mesma história.
Sacode este tempo, desfaz este chão.
Liberta este vento, depreda o grilhão.
Não existe caminho que una o separado.
Colore a retina. Destrava teus passos.
E vai...
Rabiscado por Ana Marques às 5/05/2009 03:29:00 AM 5 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Sábado, Maio 02, 2009
Eu vi o tempo
fotografia por Trinette Reedestrada granulada.
espalhado no caminho
alterado e sombrio.
as erosões de suas beiradas
ilusões delimitadas.
o que ficou perdido e destronado
compreendi o fim dos reinos.
Eu vi o tempo
mas eu não via nada.
Rabiscado por Ana Marques às 5/02/2009 01:36:00 PM 1 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Terça-feira, Abril 21, 2009
Susan Boyle - emoção e preconceito
Ouvi falar dela, é verdade.
Na internet, em conversa de amigos, recomendações, uma chamada no Vídeo Show.
Mas nada me preparou para ver o vídeo no Youtube.
Susan Boyle é absolutamente fantástica. Extraordinária. Uma cantora que nos emociona com sua interpretação.
Alguém com a voz dela, se treinada a vida toda, ainda seria fora do comum. Se avaliarmos que ela não teve um treino para sua maravilhosa voz, que passou a vida cuidando da mãe doente e que hoje vive sozinha com um gato... Se pensarmos que ela chegou ao programa de talentos "Britains Got Talent 2009" e enfrentou o ceticismo e as risadas da platéia. Muitos riramn quando ela disse que desejava ser uma grande cantora e encarar tudo isso, sendo alguém que passou a vida isolada, exige uma grande dose de coragem. Principalmente, se olharmos no vídeo a expressão de escárnio do público e dos jurados...
Até que ela abriu a boca e cantou "I Dreamed A Dream" de "Los Miserables".
Mais que um fenômeno, Susan Boyle é um tapa na cara.
Daqueles tapas que nos fazem chorar.
De vergonha e de emoção.
Para verem o vídeo de Susan Boyle, basta clicar aqui
Talvez você chore.
Eu chorei.
Rabiscado por Ana Marques às 4/21/2009 05:37:00 PM 2 escritos Links para esta postagem
Marcadores: música, Susan Boyle
Domingo, Abril 19, 2009
Sentidos da Cidade
Olho ruas, calçadas, becos
imagens que se diluem na água
algum rio passou por aqui
vida que se espalha
e abraça a cidade.
lenços que se perdem das mãos
algum adeus esteve aqui
ruídos de uma paisagem
que envolve a cidade.
desenhando-se nas ondas
alguma areia voou aqui
e se misturou à calçada
que identifica a cidade.
sinto sabor de sonhos, fracassos
algum dissabor temperou aquis
e agregou ao gosto
que relembra a cidade.
brilhando em violetas e rosas na terra
algum perfume permeou aqui
e suavizou toda a dor que encerra
e aprisiona a cidade.
Rabiscado por Ana Marques às 4/19/2009 09:46:00 PM 1 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Segunda-feira, Abril 13, 2009
Perdão
fotografia por Betsie Van der MeerPor Persephone / Ana Marques
Sou teu sonho esquecido
nos idos dos anos
que foram fortes
que foram jovens
que foram.
Que eu tenha sido em vão...
perdôo.
Que eu tenha vivido em estrelas...
perdôo.
Que tenhas me esculpido em pedra,
me pintado na tela
e da matéria ter exilado a emoção...
perdôo não.
Rabiscado por Ana Marques às 4/13/2009 09:47:00 PM 2 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia
Quarta-feira, Abril 01, 2009
Para Brasília
disse adeus a cada cômodo do meu apartamento
disse adeus à cidade que me acolheu e me desafiou
disse adeus à cidade que aprendi a amar.
Dei adeus à uma segurança, mesmo que fictícia, em andar pelas ruas com bolsas abanando.
Dei adeus à paisagem da minha janela, ao sol que descia vermelho no horizonte, ao vento que criava redemoinhos, à lua enorme que apontava no horizonte. Dei adeus à brisa, à seca, à chuva, à terra vermelha.
O cerrado assistiu meus adeus, testemunhou minhas lágrimas, presenciou a dor que me acudiu.
Deixo Brasília, não sem dor, mas possuidora de mais lembranças do que gosto de admitir.Deixo em Brasília parte de mim, um pedaço fincou raízes e se recusou a partir.
Então parto... já partida.
Há oito anos, quando deixei Sampa, não tinha consciência da dor que esse tipo de separação poderia causar.
Dor?
O que era isso mesmo?
Aprendi em Brasília a sentir saudade. A me sentir sozinha. A ficar triste e não ter onde caminhar. A olhar em volta e não ver ou ter ninguém. Aprendi que nada conhecia da vastidão de mim.
E aprendi a mudar isso.
Criei uma nova vida. Compreendi os meandros de suas plantas secas, de suas árvores retorcidas, de seus ipês floridos sem fim, do aroma da dama da noite, das cachoeiras perdidas em chapadas maravilhosamente inconcebíveis, das luas que tem o sorriso do gato de Alice. Aprendi como criar vida a partir de uma gota de água.
Mesmo que essa água fosse salgada. Mesmo que a água fosse uma lágrima.
Mesmo que a água secasse ao tocar o chão.
Meu corpo se fortaleceu. Minha alma acendeu sua chama divina. Meu espírito reconheceu a si mesmo. Meu ser reconheceu seus iguais, os irmãos e irmãs em coração, e afastou seus diferentes.
Criei laços. Finquei raízes. Apurei minha intuição. Meu sentido de preservação voltou a existir e a coexistir comigo.
Tudo isso, vivi em Brasília.
E a tudo isso, percorrendo o último apartamento em que vivi nessa cidade, dei adeus.
Chorei, confesso.
Vivenciei de novo o que me trouxe até ela: toda luta, esperança, força e tristeza... aos quais também dei adeus. Vi passar tais fantasmas pelos meus olhos marejados.
E vendo o vapor prateado daqueles seres etéreos criados pela minha melancolia, acenei novo adeus a eles, me despedindo de toda dor que vivi aqui.
Temi pelo futuro em alguns momentos dessa contemplação.
Temi que a parte deixada no planalto central fosse imensa demais. Forte demais. Profunda demais.
E olhei para cima.
O mesmo céu que me acalentava em Brasília, me veria em qualquer lugar onde eu fosse viver.
As mesmas estrelas brilhariam em meus olhos.
A mesma lua acenaria sua beleza sem precendentes.
Só que agora o mar me espera.
Fique em paz meu tempo em Brasília. É tempo de renovação.
Dei adeus, enfim.
Rabiscado por Ana Marques às 4/01/2009 02:54:00 AM 4 escritos Links para esta postagem
Marcadores: prosa
Sábado, Fevereiro 21, 2009
Indivisível
Pare de olhar
minha vida invisível.
Você não me adivinha
na brisa que canta
a ira divina.
Minha vida, luz instável,
inefável, não a agarrará.
Jubileu no horizonte.
Você não me conhece.
Pare de olhar
minha vida indivisível.
Rabiscado por Ana Marques às 2/21/2009 02:23:00 PM 0 escritos Links para esta postagem
Marcadores: poesia









