domingo, outubro 25, 2009

Importância


Poesia por Ana Marques

Não são as mãos que importam
mas sentir

Sente minha pele que pulsa
pulsam vermelhas confissões
brotando suor salgado de perdas
inundação tátil de sons

Não são os olhos que importam
mas ver

Enxergar o horizonte encontrado
o saber quase salgado
o lugar perdido que sussurra
transes e transas noturnas

Não é a música que cala
mas ouvir

Escute o canto inaudível da inspiração
Murmure para que ninguém ouça
Personifique verbos e sinônimos
Perceba o sentido e se envolva

Que não é sentir, ser tátil
Que não é ver, ser visto
Que não é ouvir, ser dito

É viver, ser vivo.