quinta-feira, novembro 02, 2006

Liberdade de imprensa, ok. Mas e a liberdade de expressão?

Abaixo segue post de Mino Carta. Excelente leitura para quem se horroriza com a intimação dos jornalistas da Veja por causa da liberdade de imprensa, mas ignora solenemente os desmandos contra a liberdade de expressão (respaldado em decisão judicial, infelizmente) de um de nossos políticos mais aparecidos nesses tempos de eleição.

Dêem uma lida no post. Talvez você se horrorizem mais com esse descalabro da justiça do que com o interrogatório dos jornalistas. Principalmente pelo fato do professor, que foi acusado de injúria, ter escrito um artigo dizendo que o ilustre senador tinha dito exatamente o que ele tinha dito... Ah, incoerências... Triste vê-las, pior ainda não vê-las divulgadas.

Por Mino Carta, em seu blog: http://www.cartacapital.com.br/blogdomino/

"Solidarizo com Emir SaderO professor Emir Sader, da UERJ, foi condenado pela 11a Vara Criminal de São Paulo, em processo de injúria movido pelo senador Jorge Bornhausen, pefelista catarinense. Condenação à perda do cargo na universidade e a um ano de detenção em regime aberto. O juiz Rodrigo Cesar Muller Valente (anotem o nome, para a perpétua memória) sentenciou que Sader cometeu crime ao tratar o senador como “racista” em artigo publicado em agosto passado. Bornhausen acabava de vaticinar a derrota de Lula e, ao se referir ao PT, dizia, com registro em todos os jornais: “estaremos livres desta raça nos próximos 30 anos”. O advogado do professor anunciou recurso. É pouco dizer que o senador será julgado pela história, com a lógica previsão de que não será poupado. Justo e salutar é afirmar que ele é quem teria de ser condenado. O imperdoável preconceito está claro no uso da palavra raça, donde plenamente justificada a reação de Emir Sader. Com ele me solidarizo, e espero que muitos outros o façam."

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