domingo, março 11, 2007

Eu jogo tarô, sim. Algum problema?

É. Eu jogo tarô.

Jogo mesmo. De montão. Adoro vasculhar tudo: vida, sonhos, paixões, profissão, decisões, carreira.

Vasculho mesmo, e faz tempo, viu? Desde que eu tinha 16 anos.

Já cansei de receber olhares céticos. E aqueles olhares surpresos, então?

O que? Você joga tarô? Mas isso funciona?

Aí tasca eu ter que explicar como eu jogo tarô. Como eu vejo o funcionamento dele. E como isso, se for explicar para os céticos dos céticos, não faz sentido algum.

E quem disse que tem que fazer sentido?

Apenas funciona, na maior parte das vezes. E muitas vezes, não funciona exatamente porque a gente não quer que funcione, a gente quer mudar e aí muda. Tarô não é sinônimo de grilhão, ninguém está preso a um futuro escrito.

A gente só fica preso as nossas próprias limitações.

Cansei, nesses tempos de conversas tarológicas, de conversar com pessoas presas a inúmeros padrões comportamentais. Dava para ver claramente a linha de raciocínio que a(o) fulana(o) seguia (apesar da maioria ser mulher, homens também gostam muito de tarô). Eu via, o tarô confirmava, exatamente aonde a coisa ia dar... Mas as pessoas escolhem as estradas, e os buracos, desvios, blitz, engarrafamentos pelos quais vai passar...

Mas voltando... legal mesmo era ver além do olhar cético, a famosa pergunta "isso funciona, mesmo?" seguida pela fatalística "joga para mim?".

São momentos interessantíssimos, que vão da total descrença a uma surpresa velada (principalmente entre os homens, é difícil eles admitirem que acertei e dar o braço a torcer). Depois, pode rolar uma estranheza total, como se eu fosse um ser de outro planeta.

E o medo?

hehehehehehe

E quando rola aquele medo que eu seja uma daquelas "madame-espírita-vidente" que vai saber TUUUUUUUUUUUUUDO da vida de alguém e de repente... ahá(!) vá enfeitiçá-la para obrigá-la a me consultar todos os meses, resolver problema de amor, dinheiro, sexo, drogas e rock´n roll?

ai, que meda.

E do alto desses meus 1,59 de altura... confesso que sou de dar medo, mesmo. Quando eu pego o tarô a sério (sim, porque ele também é diversão, né Tati? hihihihihi), tem gente que não dá conta. As vezes, nem eu dou conta. O tarô conta histórias, e nem sempre as histórias tiveram (ou terão) finais felizes. Alguns não poderão ser mudados, outros não poderão ser corrigidos.

O velho clichê "de perto ninguém é normal" é mais verdadeiro do que vocês pensam. Ninguém é muito normal mesmo, até porque a normalidade é uma doença.

Ninguém é mais perigoso do que o Seu Certinho. Aquele cara que não grita, não esbraveja, não fica chateado, compreende tudo, aceita tudo, está tudo bem.

É como o comercial da Ford, no Novo Fiesta: "chega de tudo bem, agora você pode ser exigente."

Todos temos que ser exigentes. A vida, até que provem o contrário, é uma só. Então ser exigente com a própria vida, é dar valor à ela.

Sendo assim, quem aparecer por aqui, fique sabendo:

É, eu jogo tarô. E adoro internet, blogs, informática, livros, poesia, filmes cabeça, comédias românticas, cristais, florais de Bach, ciganas, rosas, damas da noite, café morno, lua nova, chá frio, frutas grelhadas, novidades, conversa virtual, conversa real, carinho, runas, dança, bares, pubs.

Amo Sampa de todas as formas possíveis. Descobri que amo o Rio de Janeiro, mas não (!) - obrigada - não quero ser carioca. Brasília é um alívio, uma descoberta e ainda um enigma, um dia desvendo. Desejo ardentemente proteger meus filhos de tudo e todos, mas não posso e vou ter que viver com isso.

A beira dos 35 anos, passei da fase de agradar aos outros e de ficar me explicando.
Sendo assim, essa sou eu. E muito mais.
Talvez nem eu saiba tudo, mas vou seguir descobrindo.

3 escritos:

Jan Duarte disse...

Meu amor... você é você, e de repente nem você mesma se entende. Tarô, tara, é tudo parte. Parte dessa arte de ser Ana e ser muito, e ser muito mais.

Eu, que sou você.

Luly disse...

Hoje bem que eu queria poder jogar tarô também. Tem dias que parece que não tem nada na sua frente, só um branco, ou um vazio.
Isso faz parte de você, então, seja você e dê ao mundo um presente maravilhoso (não é assim aquela máxima?)
Gostei do seu blog,
bjs.

Tatiana Mamede disse...

É sim Aninha! É diversão, é acalanto, é carinho, verdade dura sem maquiagem. E é ótimo poder dividir com vc momentos tão variados.
Estou adorando seu blog. Cada vez mais.

Bacio!