segunda-feira, abril 07, 2008

Estranho

Olá, estranho... que vai por entre a gente.
Eu digo olá, sem mesmo te conhecer.
Digo olá ao acaso desse dia quente
e sugiro teu nome sem saber porquê

Seus olhos brilham forte na distância.
Meu rosto destacado na multidão.
Será que você pode ver minha aliança?
Pois num relance eu vi teu coração.

Estranho, não diga olá ainda.
Não fale nada dessa nossa sina.
Os teus passos pesados intrigam,
a linha da sua testa me fascina.

Estranho, que me olha dentro dos olhos
e entre o rosto de tantos, outros tantos.
Estranho, estranho, enxergas no meu rosto
essa esperança e um quê de desencanto?

Ah, estranho... Somos ambos estranhos.
Meus olhos verdes, seus olhos castanhos.
Eu que te vejo sem te conhecer,
você que me vê sem me entender

Ah, estranho... estranha essa nossa química,
que uniu pessoas estranhas numa larga avenida.
Que fez de estranhas pessoas, dois amantes...
enxergando na distância duas almas suplicantes

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