domingo, maio 31, 2009

Da insistência do não.

fotografia por Matthew Antrobus

Por Persephone

Não digo. Calo
o sentimento, o pressentimento
e o vento.

Não olho. Fecho
tardes vazias, noites macias
e a vida.

Não ouço. Silencio
cordas do piano, o riso deste canto
e o instrumento.

Não emociono. Distancio
Versos teus não atingem
o âmago que em mim vive.
Isolo de ti.

Não te permito. Recuso
Tua música eu não escutaria
Teu encanto me distancia
Te repreendo de mim.

Não te divido.
Minha é a tristeza da tua partida
Minha é a dor da tua agonia
Minha é a decisão de te dizer não.

Não.

2 escritos:

Alan Salgueiro disse...

Não! Palavra pequena, monssilábica, nasalizada e de uma fortaleza ímpar. Abdicação, uma porta fechada ou na verdade uma nova possibilidade, um recomeço.
Todo o peso de uma escolha, uma negativa e a certeza de que se fez o melhor, ou NÂO... rs

Suas palavras fascinam sempre!

Alan Salgueiro disse...

Por onde andas, tu, menina das belas palavras?