Imagem: evilmuffins
Existem dons
e maldições.
Escrever é dois
em um.
Amaldiçoada
escrevo nas madrugadas
o que (nem) sempre
sinto.
E o dom renega
o cansaço e a entrega
tomando apenas:
no corpo a caneta,
na mente a rima,
no coração a imagem.
Forma um retrato
(incompreensível)
do que vejo
e não sei pintar
só (mal)dito.
***
Em resposta ao desafio proposto pelo amigo Marcelo Mayer através da pergunta "Por que escrevo?". Como sou pessoa de sorte, tenho a companhia, nessa empreitada, dos amigos e escritores: Menina Misteriosa, Carriço, Paulo Fodra e Rodolfo Lima.


6 escritos:
Incompreensão não existe quando a escrita tem teus traços fortes. Riscados à pele de quem respira tua essência.
Bjs moça!
Não existe nenhuma incerteza na escrita, apenas sentimentos e suspiros que alimentam cada rima.Escrever é dedilhar canções num Outono quase Verão....
Um beijo linda!
Tá tão bonito tudo por aqui.
É Dom, é Sir, é Lord.
É um monarca defendo seu trono. Soberano para alguns, lacáio aos próprios olhos.
o retrato é a rima, o verso e a (in)compreensão. basta isso, feliz é quem nos lê. mais felizes é quem tem oq ler
Ana, sua escrita é sentimento. É alma. Poucas pessoas têm o dom da palavra, como você.
Sorte minha poder te ler. Adoro pegar carona na tua imaginação. E admiro teu talento e tuas verdades!
Um beijo
MeninaMisteriosa
Esse texto revela uma dualidade interessante na concepção do processo criativo do texto. É bem autobiográfico.
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