quinta-feira, janeiro 05, 2012

Precipício


Não usarei minhas mãos
para impedir teu caminho.

[seja para o vício
 ou para a cruz]

Não impedirei desvios
nem farei da minha boca
o teu juízo.

Antes levarei teu peito
ao precipício.

Não colocarei limites
na tua cobiça
e da tua ira
farei sobremesa
a me enlamear

Na tua gula
serei a mais pura
a mais infame das iguarias
derretendo na tua língua.

Pode chamar-me tentação
de diabo, de vulcão.
Pode chamar-me quando desejar
esquecer
toda a razão.

3 escritos:

Celso Mendes disse...

Um belo chamado para o precipício, para o desejo.

Excelente!

Beijo.

Antonio Rubilar B. Valente disse...

De tudo o que vejo e leio nessa minha viagem virtual de internet, entrando e saindo de sites,blogs, espaços e mais espaços(alguns "vazios" que nem se pode denominar de espaço)eis que encontrei UM que que me cativou e me tomou o precioso tempo.Devemos sempre ser assim na WEB...Transmitir algo de prazeroso e que nos faça refletir.Afinal,VIVER ainda é o melhor "donwload" que a nossa essência pode fazer.Um abraço amigo do BRASIL DA PENA, Rubi Valente.

Denis disse...

Olá.

Muito bom!!!
Gostei deste texto... provocante e sensual na medida certa.
Parabéns!!!
Já tô seguindo o teu blog.
Até a próxima leitura.

Morpheus, do Coven Alkatheia