quinta-feira, agosto 16, 2012

Ciclones



Não venhas
se não desejas.
Mas não inventas
ausências 
para teu decoro.
Se o toque
parece confuso
conserva-te mudo
e eu espero.
Não gasta teu verbo,
teu sangue, teu credo
com o que não queres
desvendar.
Não cria distâncias 
para tuas idas
que já vejo teus olhos
perderem o foco
em ciclones de ar.

2 escritos:

Joana Masen disse...

"... que já vejo teus olhos
perderem o foco
em ciclones de ar."

Adorei esse trecho, é incrível como os olhos nos rendem belos poemas!

Bjos!

Ana Marques disse...

Obrigada, Joana! :)

é verdade, os olhos... acha-se que disseram tudo, mas sempre há algo de forma diferente a se dizer.

beijos!