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duO

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Imagem:  Karonj Ele: Não me contes teus segredos. Sabê-los destrói toda a genialidade de te amar. Ela: Meus segredos jamais desvendados, como saberás do amor que devoto? Viverás no escuro? Ele: Percebo-te não pelo que dizes em palavras, mas pelo que a alma da íris teima em esconder. Ela: Nada direi. Verás minh´alma nos desvãos das minhas mãos. Ouvirás meus anseios nos olhos que te brilham. Leia-me. Ele: Ler-te-ei pelos delírios escritos à pele. Ela: Que o tato torne-se teus novos olhos, teus dedos percorram a minha vida. Eis a via dupla do amor declarado: poderei ler-te também? Ele: Traduzirei meu sânscrito para fazer-me entendível. Farei quórum à pele e aos olhos. Ela: Deixa eu sussurrar verdades em tua retina. Farei-me clara e límpida, e mergulharás nos segredos que vivem nas profundezas. Ele: O profundo é tão abstrato que sofrerá variações dentro da mesma retina. Prefiro-te pela fotografia do agora. Ela: Do amor criei caminho, nele a fotografia desbotaria. Não...

contraPartida

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imagem por: Chumbica Ele: Para dizer que te amo nada me custou. Para dizer o contrário está doendo muito. * Ela: Tudo custaria dizer-te que amo. Negar-te seria natural. Negar até fim das horas tua existência em mim, esta seria a minha verdade. Ele: Fácil negar o não acredito. Difícil é o desapego ao fim marcado, querido e exigido. Muitas das vezes só por nós. Ela: Vi-te partindo e dizia: fica. Os teus passos no caminho ao longe e repetia: fica. Olhei teus olhos fixos noutra rotina, ainda disse: fica. Ele: E de partidas fiz um parto de dor. Quebrei o elo e me reafirmei. Se não me és por que há de em ti ser? Ela: Olho a noite que me reflete, reflete teus olhos e nossos momentos. Elo partido nos espera. Ainda vives na noite que sou. Ele: Da noite vem o sereno. Do luar o seu brilhar. E desse amor, o que surgirá? Os 'nãos' do temido sim? Ela: Qual o sim que te posso dizer? Qual o não que nos pode aguardar? Se teu luar inunda minh´alma, só te quero viv...