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Repúdio

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imagem: Rekha Garton A tua piedade grita por uma companheira na antiga bacia de escarros derramados... Não sei quem buscas nestas tuas andanças, mas sei que não serei eu a entoar o coro fúnebre com o qual recobres tuas vítimas. Descarrega-te de mim. Tua essência é a mentira contada, a invenção do século: renda-se ou te destruirei pelo fim da tua bondade. Bondoso é quem possuis debaixo das tuas asas de águia. (só não contas a ninguém que usa-te dos desavisados para alimentar as pequenas filhas-feras: indulgência, maledicência e a pobreza) Segue daqui, famosa ofensora. Detesto teu nome e destrato a tua existência. Nego-te em mim por não creditar feito algum ao teu modo vil de fazer-se valer aos que perderam tudo. (não a dignarei, não darei a ti nenhuma das minhas dores) A tua música chama a Pena a dançar e eu posso sentir-me envolvido pelos teus ombros. De início desviado, devolve-mes ao meio, recrutando-me o fim. Busca-me e te repudio. Ai piedade, que eu odei...