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Primeiro dia na faculdade e o sono que não vem.

Madrugada. Amanhã primeiro dia na faculdade nova. Curso novo. Novos desafios. Ainda não conciliei o sono. Estou cheia de expectativas, de planos, de possibilidades. Fora lances novos do trabalho que preciso - e quero! - desenvolver. Para que eu fique tranquila, e volte ao meu torpor típico da 1 da madruga é importante o amor também largar o blog dele e vir deitar. O corpo dele me esquenta, eu relaxo, e então conseguirei dormir.

Quando me abandono

Do amor que eu vislumbro nos teus olhos, meu espelho nos delírios do teu sonho Em momentos de abandono... Me abandono nos teus sonhos? Ou declaro os teus desejos? Serei eu o seu espelho? Ou você a minha sombra? Nos teus passos, minha vida e repasso cada instante. Um discurso, uma constante Entristece e me abandona. Vejo você na minha frente, quando acordo dos meus sonhos. Você em cada repente, quando me abandono... No abandono em que te sinto. Nos meus sonhos, que deliras. Vejo tua fronte serena, mergulhada em minha vida... Abandone-se ao som de Encostar na tua - Ana Carolina

Olhos Frios

Rostos do passado impregnados um tempo nebuloso. Vozes que não ouço. Mal posso sentir, longe. A paisagem aquece e engana. A luz se apaga. A noite esconde no horizonte um deserto de almas. Minha alma. Vagando em busca do que não tenho. Solidão do que não ouço. Sombras... Posso divisar o fundo das lembranças, busco rostos, não vejo. Olhos amigos, não vejo. Conhecida a dor no peito. A noite chegou. Vislumbres passados Abrigos olhos amigos. O peito aquecia, hoje se resfria. Olhos frios. Não estão comigo. Frios poços. Poços mudos. Vozes perdidas, Em noites frias. Sorrisos inexpressivos. Olhos frios. Inverno que chega e não vai. Não mais. Pense no que leu, ouvindo Vozes de uma dor - Vega

Nunca subestime uma mulherzinha

Por Fernanda Takkai (publicado originalmente no Correio Braziliense) “Um dos seres mais agraciados com opiniões dos outros somos nós, as mulherzinhas. O pior é que também fazemos parte dessa engrenagem e, de certa forma, nos sabotamos sem querer” A gente ainda alimenta algumas idéias moldadas por um certo movimento retilíneo uniforme bobo do nosso cérebro. Pra qualquer assunto, temos lá nossas considerações a fazer. E um dos seres mais agraciados com opiniões dos outros somos nós, as mulherzinhas. E o pior é que também fazemos parte dessa engrenagem e, de certa forma, nos sabotamos sem querer. “Só podia ser mulher! Ela não consegue.” E infelizes são os comentários que ouvimos sobre as coisas que fazemos ou deixamos de fazer. Puxa vida, esse negócio é tão forte pra gente que até quando vou estacionar o carro eu já fico pensando se tem alguém olhando pra me julgar. Mesmo que eu tenha escolhido a vaga mais difícil no estacionamento de um shopping lotado... Tá, reconheço que às vezes fico ...

Liberdade de imprensa, ok. Mas e a liberdade de expressão?

Abaixo segue post de Mino Carta. Excelente leitura para quem se horroriza com a intimação dos jornalistas da Veja por causa da liberdade de imprensa, mas ignora solenemente os desmandos contra a liberdade de expressão (respaldado em decisão judicial, infelizmente) de um de nossos políticos mais aparecidos nesses tempos de eleição. Dêem uma lida no post. Talvez você se horrorizem mais com esse descalabro da justiça do que com o interrogatório dos jornalistas. Principalmente pelo fato do professor, que foi acusado de injúria, ter escrito um artigo dizendo que o ilustre senador tinha dito exatamente o que ele tinha dito... Ah, incoerências... Triste vê-las, pior ainda não vê-las divulgadas. Por Mino Carta , em seu blog: http://www.cartacapital.com.br/blogdomino/ "Solidarizo com Emir SaderO professor Emir Sader, da UERJ, foi condenado pela 11a Vara Criminal de São Paulo, em processo de injúria movido pelo senador Jorge Bornhausen, pefelista catarinense. Condenação à perda do cargo ...

Play it again, Jango!

Por Ivana Bentes Morri no exílio, na província Argentina de Corrientes, em 6 de dezembro de 1976, sozinho, vítima de ataque cardíaco, numa fazenda da fronteira. Tentava voltar para o Brasil, de onde me expulsaram com o Golpe Militar depois que anunciei, no dia 13 de março de 1964 num comício para 150 mil pessoas na Central do Brasil que iria fazer a Reforma Agrária, Urbana, as reformas na Educação, a Reforma Eleitoral, Tributária... Não deixaram fazer nada e me derrubaram! As forças mais conservadoras da sociedade Brasileira se uniram e foram convocadas a me depor, toda a imprensa ficou contra mim. Esse já era o terceiro golpe midiático-militar, botaram a classe média horrorizada na rua, as senhoras da TFP, editoriais alarmistas e moralistas, páginas e páginas de jornais, rádio, TV. Assustaram todos até que cai no dia 1º de abril de 1964. Não adiantou, estou de volta! Não sei como, só sei que eu João Jango Goulart, ex-presidente deposto, retornei, é dia de eleição e estou concorrendo d...

A César Maia: Alckmin NÃO!

por Louise Caroline Na última terça-feira, este Blog do Noblat publicou artigo do Prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, cujo conteúdo analisa a desmobilização política nas Universidades brasileiras nestas eleições de 2006. César Maia identifica os sintomas, erra o diagnóstico. Segundo o Prefeito, a apatia universitária deve-se à “frustração com o PT de onde vinham os grupos estudantis de esquerda mais animados, antes”. E é débito do Partido dos Trabalhadores “com a democracia brasileira e a formação política de tantos jovens”. Primeiro, é um ato falho de César Maia atribuir ao PT a responsabilidade da participação política e da esperança dos jovens brasileiros. É ato falho e é superficial. As lutas estudantis existem desde que existem estudantes e sua intensidade se dá, como tudo na História, de acordo com a conjuntura social, econômica e ideológica de seu período. As Universidades têm menor visibilidade no cenário político atual porque foram transformadas de espaço de debates em peç...