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O vendedor de palavras, por Fábio Reynol

texto de: Fábio Reynol. Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica. Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs. Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico — apenas R$ 0,50!". Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinqüenta curiosos parasse e perguntasse. — O que o senhor está vendendo? — Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinqüenta centavos como diz a placa. — O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos. — O senhor sabe o significado de histriônico? — Não. — Ent...

Estruturalismo - Estudos Organizacionais

Sistematização 1) Visite uma organização em sua cidade ou, se preferir, faça uma visita virtual, acessando algum site de sua preferência. Pode ser uma escola, um hospital, uma empresa pública ou uma empresa privada ou do terceiro setor. Analise sua forma de funcionamento, sua organização e, depois, compare esses elementos identificados com a visão que você tinha do que é estrutura, conceito trabalhado nesta aula.Quais os pontos observados que reforçam este conceito? 2) Você incluiria algum ponto observado por você para ampliar o conceito trabalhado na aula? Trabalho na Brasil Telecom. Gasto uma parte infernal do dia atualizando softwares e planilhas e documentos que controlam outros documentos que controlam solicitações que controlam usuários que controlam vendas que controlam clientes. Ufa! Estruturalmente falando, está claro o tanto que as organizações possuem departamentos e controles infinitos para efetuar as "corretas" interdependências de forma que o trabalho ocorra se...

Tudo bem. Tudo bem. Tudo bem.

Plim! Plim! Rosa queria casar na primavera, mas aceitou casar no outono. Cara de conformada: Tudo bem. Rosa queria passar a lua de mel na praia, mas aceitou passar na cidade. Cara de songa-monga molhada (já que chovia): Tudo bem. Rosa queria morar no oitavo andar, mas aceitou morar no sétimo. Cara de songa-monga andar abaixo: Tudo bem. Rosa queria passear no zoológico, mas aceitou passear no parquinho. Cara de songa-monga feita de songa-monga: Tudo bem. Tudo bem??? Tudo bem o quê? Rosa! Chega de tudo bem! Você já pode ser exigente!!! Rosa, seja exigente! Rosa, estou mandando você ser exigente! Cara de songa-monga pau-mandado: Tudo bem. Para tudo! Como assim tudo bem, Rosa? Teu casamento perdeu as flores e ganhou folhas secas, tua lua de mel perdeu a magia da praia e ganhou a chuva fria na cidade cinza, teu apartamento perdeu a vista e ganhou a visão da janela do vizinho, você queria ver os bichos e serviu de alvo no parque? Como assim tudo bem, Rosa? Sai dessa vida! Não é questão de se...

Me olha. Me olha de novo.

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"eu quando olho nos olhos sei quando uma pessoa está por dentro ou está por fora quem está por fora não segura um olhar que demora de dentro de meu centro este poema me olha" Paulo Leminski Já dizia o comercial da Seda: Me olha. Me olha de novo. Ei, quem está passando por aqui. Se alguém passou... Me olha, me olha de novo. Queremos ser olhados. Todos queremos. Seja fazendo gracinhas para bebês. Gu, gu. blúuuuur... olha o aviãooooooo. Seja fazendo piadas sem graça. Qual é a piada do pinto? (...) Piu. Queremos capturar a atenção alheia. Ouça minha idéia, veja minha intenção. OLHA PARA MIM! No filme "Dança comigo" - com Richard Gere, Susan Saradon e Jennifer Lopez - num diálogo fantástico de Susan Saradon, ela defende que nos casamos para termos uma testemunha de nossas vidas. Para que nossa vida não passe em branco e tenhamos certeza que alguém nos viu. A Seda sabe tudo. Me olha. Me olha de novo. Se olharem as pessoas daquele jeito - como acontece nesses comerciais - ...

Transcendência da arte

Ciência da Religião, aula 3 (de novo!) Leitura do texto: Arte: A Religião de Corpo Inteiro, de Nabor Nunes Filho. Nele deveríamos procurar entender o significado das expressões: “a busca da transcendência ”, “a experiência do vazio ”, “ ausência ” e “ sonhos e utopias ”. A busca da transcendência trouxe a visão que tenho de arte, e que coloquei no post anterior. Com exemplos, inclusive. Mas destaco abaixo a frase que realmente me tocou, no texto: "É a arte que nos convence que o mundo em que vivemos não é único mundo possível." A arte transcende e recria a realidade. Vai além. O vazio que fica, é o vazio que eu desejo preencher com a lembrança do que vi, com uma nova visão. Ausência é falta, disse Drummond, e falta é a constatação da importância, da força, da legitimidade. Sonhos e utopias tenho vários: um mundo pleno de beleza, arte para todos, o mundo modificado pela arte. Será que me fiz entender? Está tarde de novo. Mas amei essa aula. Vou ler de novo outra hora.

Expressões da arte

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Ciência da religião - Unidade 1, aula 3 "A expressão artística, no seu sentido mais amplo, constitui uma afirmação criativa e estética, além de ser uma clara representação simbólica do universo, tanto em termos objetivos, quanto subjetivo ou psíquico. " Maravilhoso, não é? Arte. Expressão. Universo. Todos nós. Arte na Tela - Pincéis Jan Veermer. Um brilho, uma luz, a força expressiva de um gênio. O olhar perdido na janela. Pode-se imaginar o que ele está vendo, pode-se querer ver o que ele está vendo. Arte na Tela - Cinema Minha vida sem mim. A decisão, a força, o incomum. Sem a falsa idéia de que somos imortais, vivemos. Arte nas letras - Literatura Clarice Lispector. "Viver, disse ela naquele diálogo incongruente em que pareciam se entender, viver é tão fora do comum que eu só vivo porque nasci." Que adjetivos usar para quem emergia das próprias palavras e - aos nos entregarmos - nos submerge a todos? Arte na voz - Música Nina Simone. Um timbre faceiro, certeiro....

Eu jogo tarô, sim. Algum problema?

É. Eu jogo tarô. Jogo mesmo. De montão. Adoro vasculhar tudo: vida, sonhos, paixões, profissão, decisões, carreira. Vasculho mesmo, e faz tempo, viu? Desde que eu tinha 16 anos. Já cansei de receber olhares céticos. E aqueles olhares surpresos, então? O que? Você joga tarô? Mas isso funciona? Aí tasca eu ter que explicar como eu jogo tarô. Como eu vejo o funcionamento dele. E como isso, se for explicar para os céticos dos céticos, não faz sentido algum. E quem disse que tem que fazer sentido? Apenas funciona, na maior parte das vezes. E muitas vezes, não funciona exatamente porque a gente não quer que funcione, a gente quer mudar e aí muda. Tarô não é sinônimo de grilhão, ninguém está preso a um futuro escrito. A gente só fica preso as nossas próprias limitações. Cansei, nesses tempos de conversas tarológicas, de conversar com pessoas presas a inúmeros padrões comportamentais. Dava para ver claramente a linha de raciocínio que a(o) fulana(o) seguia (apesar da maioria ser mulher, homen...