Por Persephone fotografia por Stanley Martucci Qual é a dor aprisionada neste corpo? Solene sorriso se reflete em refrões... Em tríplices imagens contidas luas que se esgueiram cativas. Qual é a verdade aprisionada neste laço? Que não se desfaz, que não se desintegra? Que a areia não cobre, que a onda não leva? Vermes recusam a digestão. Qual é o presente preso neste passado? Que se faz de inocente, quase sem pecado. Que se pronuncia veemente, inerte, macabro. Vampiro diurno de sangue manchado. Qual é a vantagem presa nesta opressão? Opressivo momento que não vai embora Lascivo, descrente, preciso, escória permanente, resoluto na mesma história. Sacode este tempo, desfaz este chão. Liberta este vento, depreda o grilhão. Não existe caminho que una o separado. Colore a retina. Destrava teus passos. E vai...