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Mar de mim

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fotografia por: © PhotoAlto / SuperStock Por Ana Marques O que buscas em mim, que não encontra em si mesmo? Não te guardo inteiro. Não me guardo intocada. Destaca da minha imensidão amada, idolatrada. Salve! Salve! Eus náufragos submersos mar adentro. E o que não encontras em si não insistas em buscar no mar de mim.

Inexprimível

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Por Ana Marques para Tatiana Mamede Na coragem que vive sob o punho cerrado Na força que vive no peito fechado Na verdade que vive nos olhos petardos No deslumbrante observar desses movimentos No intenso murmurar desses momentos Na imensa descoberta do interno abismo Mais que um coração pleno... Uma vontade férrea, uma sonoridade eclética. O que és, não vejo, não te compreendo inteira, porque és derradeira, plena, intensa. Um ser que se abriga na imensidão.

Da insistência do não.

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fotografia por Matthew Antrobus Por Persephone Não digo. Calo o sentimento, o pressentimento e o vento. Não olho. Fecho tardes vazias, noites macias e a vida. Não ouço. Silencio cordas do piano, o riso deste canto e o instrumento. Não emociono. Distancio Versos teus não atingem o âmago que em mim vive. Isolo de ti. Não te permito. Recuso Tua música eu não escutaria Teu encanto me distancia Te repreendo de mim. Não te divido. Minha é a tristeza da tua partida Minha é a dor da tua agonia Minha é a decisão de te dizer não. Não.

Prisão

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Por Persephone fotografia por Stanley Martucci Qual é a dor aprisionada neste corpo? Solene sorriso se reflete em refrões... Em tríplices imagens contidas luas que se esgueiram cativas. Qual é a verdade aprisionada neste laço? Que não se desfaz, que não se desintegra? Que a areia não cobre, que a onda não leva? Vermes recusam a digestão. Qual é o presente preso neste passado? Que se faz de inocente, quase sem pecado. Que se pronuncia veemente, inerte, macabro. Vampiro diurno de sangue manchado. Qual é a vantagem presa nesta opressão? Opressivo momento que não vai embora Lascivo, descrente, preciso, escória permanente, resoluto na mesma história. Sacode este tempo, desfaz este chão. Liberta este vento, depreda o grilhão. Não existe caminho que una o separado. Colore a retina. Destrava teus passos. E vai...

Eu vi o tempo

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Por Persephone / Ana Marques fotografia por Trinette Reed Eu vi o tempo e seus pedaços. Horas partidas, dissolvidas estrada granulada. Eu vi o tempo e o meu retrato espalhado no caminho alterado e sombrio. Eu vi o tempo e os percalços as erosões de suas beiradas ilusões delimitadas. Eu vi o tempo e os descasos o que ficou perdido e destronado compreendi o fim dos reinos. Eu vi o tempo mas eu não via nada.

Susan Boyle - emoção e preconceito

Ouvi falar dela, é verdade. Na internet, em conversa de amigos, recomendações, uma chamada no Vídeo Show. Mas nada me preparou para ver o vídeo no Youtube. Susan Boyle é absolutamente fantástica. Extraordinária. Uma cantora que nos emociona com sua interpretação. Alguém com a voz dela, se treinada a vida toda, ainda seria fora do comum. Se avaliarmos que ela não teve um treino para sua maravilhosa voz, que passou a vida cuidando da mãe doente e que hoje vive sozinha com um gato... Se pensarmos que ela chegou ao programa de talentos "Britains Got Talent 2009" e enfrentou o ceticismo e as risadas da platéia. Muitos riramn quando ela disse que desejava ser uma grande cantora e encarar tudo isso, sendo alguém que passou a vida isolada, exige uma grande dose de coragem. Principalmente, se olharmos no vídeo a expressão de escárnio do público e dos jurados... Até que ela abriu a boca e cantou "I Dreamed A Dream" de "Los Miserables". Mais que um fenômeno, Susan Bo...

Sentidos da Cidade

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por Persephone / Ana Marques Olho ruas, calçadas, becos imagens que se diluem na água algum rio passou por aqui vida que se espalha e abraça a cidade. Ouço verdes folhas contra o vento lenços que se perdem das mãos algum adeus esteve aqui ruídos de uma paisagem que envolve a cidade. Sinto mares, maresias, marolas desenhando-se nas ondas alguma areia voou aqui e se misturou à calçada que identifica a cidade. Provo o ar que enche pulmões sinto sabor de sonhos, fracassos algum dissabor temperou aquis e agregou ao gosto que relembra a cidade. Cheiro montanhas salpicadas de luz brilhando em violetas e rosas na terra algum perfume permeou aqui e suavizou toda a dor que encerra e aprisiona a cidade.