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Incompreensão

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Imagem: *marialittle Por Ana Marques Não sei o que estás buscando. Olhas para todos os lados, carregas tanta dor... e fazes do teu inferno um estado de ser. Não. Não consigo compreender o que buscas... mas vejo que não é a ti mesmo, nem a mim.

Colinas

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Imagem:  Tender Touch Na colina ao longe quase posso alcançar... No alto, ao levante, o amor tão distante. Um sonho à antiga entoado em poesia numa cantiga lunar. E sendo este amor, sem futuro ou louvor, só presente. Que pressente... que o tempo passa e a tarde é escassa em horas de nós dois. Ultrapassarias tua vilania? E a minha? Aceitarias nossa incoerência? Penetrando minhas barreiras erguidas, rendidas aos teus olhos de ar? Imaginar-te vindo em minha direção. Olhos nos olhos. Concentração. Boca na boca. Que o tempo não pare. (mesmo que parado) Enquanto sinto-me difusa (e confusa) dissolvida nos teus braços de mar. Não, não tenho sonhos   de amor contigo. Não tenho sequer como encontrar a tua face perdida entre minhas cicatrizes esquecidas de reviver no interior desta mulher. Sonhos são sonhos. Morrerão ao nascer do dia. Incautos, pobres, coitados... Eternamente ...

Exposição

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Imagem:  ~M-a-e-e Sinto-me nua verdade exposta na janela sem alma. Sinto-me pura delírios tortuosos enveredando na alma exposta. Sinto-me toda janela crua, veneno descendo como chuva no vidro exposto.

Esquece, Chapeuzinho

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imagem:  SynthtcDelusion Por Ana Marques Esquece, Chapeuzinho. Não há sangue suficiente para nós dois. Teu corpo dormente, resistente, quase arredio, ainda tão jovem, treme de vontade e arde de desejo por um fio. Esquece, Chapeuzinho. A capa arrancada, com sangue manchada, escondida de nós é prova, testemunha de que és tão imunda quanto eu. Esquece, Chapeuzinho. As divisões que fizemos. Os membros desfeitos, dilacerados, ainda tenros que devoramos juntos. O acordo selado não será violado. Será desfeito. Limpa teu corpo, recolhe tuas roupas. Chapeuzinho, esquece esta fome e volta à tua casa. Terás em mim o culpado e o cúmplice, o que devorou tua humanidade. À meninice roubada, eu te devolvo a inocência. Volta para tua vivência, para teu dia a dia. Sem sangue, suor e sem este clamor. Volta a sentir apenas o sabor dos aromas normais, da vida sem sangue e sem sal. *poesia originalmente postada no blog  Palavra Porrada

Decisão, na Confraria

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Hoje... eu estou na Confraria dos Trouxas! Leiam: Decisão

Presente

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imagem: Tenola Quero te dar um presente. Meu presente é o nosso laço [que nem precisava ser tão vermelho]. Ele é fincado na terra, sem ser jardim. É feito de ar, venta ao nosso redor e não nos derruba. Água que flui, sem nos afogar. E o fogo que há nele, que faz seu vermelho brilhar, é da própria existência do laço, que se faz intenso porque intensas somos nós. E de palavras fomos feitas, de sentimentos nos revestimos, bebemos tequila com poesia e tudo sem nos termos visto. E ainda assim quis para ti um presente... o criei à tua imagem e à minha semelhança. Podes compreendê-lo sem me ver? Para: A Menina Misteriosa , que hoje completa 1 ano de blog. Parabéns.

Engano

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imagem:  Bye, por NFeelings Cadê o seu rosto? e aquele monstro que dizia viver em você? Onde o escondeu? Por que o afogou no desespero de não ser e não reconhecer o desconhecido em si mesmo? Quais as mentiras que contamos pra nós? Quais as desculpas que nos demos pela nossa ausência? A presença na cama, no dia [que não termina] e na noite [que o desejo] não alucina. Ah, as expectativas das suas palavras são nuas de sentido e seu dilema é vazio de significado. O sexo, poderia ser bom, é o fim. Seus olhos me olham incapazes de me ver. Se eu o chamasse...? E quase que o chamo. Mas só digo... é engano. Sussurro, ao telefone, no seu ouvido: ela não mora aqui. Ana Marques