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Precipício

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fonte: Michelle Monique Não usarei minhas mãos para impedir teu caminho. [seja para o vício  ou para a cruz] Não impedirei desvios nem farei da minha boca o teu juízo. Antes levarei teu peito ao precipício. Não colocarei limites na tua cobiça e da tua ira farei sobremesa a me enlamear Na tua gula serei a mais pura a mais infame das iguarias derretendo na tua língua. Pode chamar-me tentação de diabo, de vulcão. Pode chamar-me quando desejar esquecer toda a razão.

Marcas passadas

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Fonte:  Suspiria81 (DeviantArt) Seriam essas as marcas? As marcas de um monstro, riscado nas veias e no rosto, transbordante em mim? E o que mais transbordaria? O quê deveria existir? Seriam esses esgotos, retalhos do que restou? Evidências do suposto crime, da defesa que criei? Defesa que me escapa. Réu de quem me tornei? O sangue que se espalha [ainda posso ver as marcas!] arrastado pelo chão pingando em vãos. E vão. Vão secar no tempo que passa. E passaria. Não era para ser assim? Pudesse eu ser diferente em ponto mostraria uma vírgula. Uma piada, e ela não rimaria. ...destoaria dos lábios, presos na Poesia. Que graça teria? E era para ter graça? Ah... Sangue que marca o caminho De outros, outros tantos... Líquido derramado de pranto vermelho relaxados, ritmados, obscenos. Insistem em existir. Mas algum dia, eu não fui assim? Suspiraria todo um dia pela chance de não ser marcada  da alegria de não ser pequena. Enxergar a dor, onde vejo um drama Sutil, pueril....

A Tua Parte

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imagem: emsvangoth Eu sou a tua parte mais intensa, quixotesca e desestruturada. Desemboco na tua boca em dias santos e dias loucos. E enquanto for a parte distraída, mais serei tua a cada dia.

Passageira das estrelas

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imagem:  iNeedChemicalX A felicidade é sonho, a madrugada é breve e eu sou passageira das estrelas com caminho definido para nenhum lugar. Sou flecha cortando o horizonte. Tão longe verás que parti sem estar aqui e que chego sem estar lá. Sou movimento que feito, não existe. Sou um sonho, dentro de um sonho. A passageira das estrelas sem parada, sem lugar Sou luz que não acende. Que acesa, não ilumina. Que cega-te e serpenteia, sobe pela tua espinha, arrepia a tua orelha, afoga tua solidão. Sem nunca sair de onde estava e sem alcançar-te toco o teu rosto acaricio e mostro a poeira das estrelas no caminho que não terminei de traçar. A passageira de estrelas que permeia tua presença e diz adeus, (desaparece nesse adeus) mas continua lá.

Seca

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Imagem: Helenas-sweetheart Vou viver tudo e chorar tudo. Até secar os olhos, a vida, ...você.

Tempo, no blog Falópios.

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Hoje publico na revista eletrônica feminina "Falópios" Curtam a poesia: "Tempo" e me contem.

Dons e Maldições

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Imagem: evilmuffins Existem dons e maldições. Escrever é dois em um. Amaldiçoada escrevo nas madrugadas o que (nem) sempre sinto. E o dom renega o cansaço e a entrega tomando apenas: no corpo a caneta, na mente a rima, no coração a imagem. Forma um retrato (incompreensível) do que vejo e não sei pintar só (mal)dito. *** Em resposta ao desafio proposto pelo amigo Marcelo Mayer  através da pergunta "Por que escrevo?". Como sou pessoa de sorte, tenho a companhia, nessa empreitada, dos amigos e escritores:  Menina Misteriosa , Carriço , Paulo Fodra  e Rodolfo Lima .