sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Rimas



Eu olho
teu olho
meus olhos
e foco


Sorrio
sorriso
sem riso
e rio


Os dentes
latentes
vertentes

e vertem


a água
dos olhos
sorrindo
que tremem...


terça-feira, fevereiro 26, 2008

Vida (quase) inteligente no BBB

Acompanho, sem muito compromisso, o BBB pelos sites na internet e pelos comentários dos colegas de trabalho. Aí volta e meia dou uma "pescada" num assunto qualquer para comentar.

Dia desses o Pedro Bial (um dia ainda entendo como um cara inteligente como ele acabou apresentando esse programa) perguntou para as meninas do Big Brother sobre as conquistas femininas dos últimos 20 (30?) anos. A falta de respostas foi decepcionante. Quase escrevi sobre isso, mas esqueci, demorei, me perdi, voei e... perdi o timing.

Aí já era.

Agora, agorinha mesmo, peguei a notícia da saída do Felipe (coitadinho, eu estava torcendo pela saída da Nathália) no site da globo e vi uma chamada sobre uma conversa qualquer sobre lixeiras.

Eis que hoje a surpresa foi até boa!

Bial questiona Marcos: "Você uma vez, expondo a sua filosofia, disse que, quando visse a lixeira cheia, você ia virar de lado e não olhar. Você não teme a hora em que você vai ter que olhar ou será tragado por ela?", e o rapaz responde. "Sim, mas eu vou esperar a hora em que estiver de frente com ela"

É... a gente enche a lixeira, transborda porcaria, faz de conta que ela não está ali... até que a gente tropeça e cai de cara na sujeirada toda. Segundo o Marcos, nessa hora ele resolve o que fazer e como lidar com isso.

Pode não ser a minha filosofia de vida. Pode ser até meio tosca e meio política (vamos varrer a sujeira para debaixo do tapete, até o tapete virar um edifício), mas não deixa de ser uma filosofia. Ele teve que pensar para poder criar esses jargões, e mais, ele teve que ter presença de espírito para responder ao questionamento do Bial bem ali, na pressão de 42 câmeras filmando-o para o Brasil todo ver e ouvir...

A César o que é de César: as meninas do BBB sempre me decepcionam, mas agora, vendo esse capítulo (?) eu até achei que existe vida inteligente dentro dos seres masculinos malhados e vestidos de badboy que circulam lá dentro??

Afinal, existe esperança!

PS: A quem interessar, clique aqui para texto completo sobre a lixeira.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Desvãos


roço
mão na mão
aquilo naquilo
desvãos


forço
ação com ação
vazio cheio
canção

corto
suspiro... suspiro...
embaixo em cima
repito


repito?
Não.
Grito!
Suspiro...


Lerdeza.
Leseira.
mão em ação
então?


Lerdeza?
Leseira?
Mãos, ação.
Lá vamos nós...
tesão.


quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Rivalidade feminina. E em rede nacional.

"Eu não sei o que eu sou para a casa, porque as meninas ficaram em cima de mim", comenta o músico. "Você é um brincalhão", completa a morena.

O diálogo transcrito acima está no site da globo (http://www.globo.com/) na parte referente ao BBB8, e trata-se de uma conversa nada íntima - considerando que o BBB pode ser visto, lido e ouvido por qualquer um que assista TV, acesse a Internet ou veja qualquer forma de comunicação pela mídia - entre o músico Rafinha e a morena Ju.

A questão é muito simples: Rafinha quer saber porque toda a mulherada da casa não se furta a se esfregar nele sempre que pode.

A resposta é um tremendo clichê, aumentado por estar no horário nobre da televisão brasileira. Mas vou terminar esse post sem concluir o óbvio e deixando a pergunta:

Fosse o rapaz solteiro, isso aconteceria?

Até meu filho de dois anos duvidaria de um "sim" a essa resposta.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Tatuagens...



Pintei
uma borboleta nas costas
desde então
irrequieta
vôo
sonho
revôo
todos os dias.


Disfarcei a borboleta
por baixo de uma fada.
Foi em vão:
animadas,
inquietas,
espevitadas,
nunca mais parei no chão.

Desenhei uma lua
na nuca
para adormecer a fada
e enlagartar a borboleta.
Desisto.
A brilhante lua
animou os sonhos
das duas.

Agora voamos todas juntas.

domingo, fevereiro 17, 2008

Verdade




Verdadeira é a vida

o brilho

os olhos atrás da chuva

as gotas que caem

e ao cair

desenham no ar

o brilho

do olhar...

A que surge




E eis que sou

a que surge...

Não existe mentira, apenas o vento.

Que sopra além das montanhas

inconstantes.



E eis que sou Sol

além das montanhas

que nasce

e renasce

em instantes.



E eis que a Lua

sou eu

sou toda

e pequena parte

brilhante.



O vento que sopra,

a Lua que brilha,

o Sol além.

Eu, nas montanhas sem mentiras

inconstantes.

Desafio da Jana

Recebi há alguns dias o desafio abaixo:



1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas – implica acaso e não escolha.
2. Abra o livro na página 161.
3. Na referida página procure a 5.ª frase completa.
4. Transcreva na íntegra para o seu blogue a frase encontrada.
5. Passe o desafio a cinco bloggers.


Por um acaso peguei "Os Contos de Grimm", na página 161, lá estava o conto da "A Bela e a Fera".








- Ai, minha filha preferida! Comprei esta flor por um preço muito alto: prometi te dar a um leão selvagem, e quando ele a tiver, vai decerto despedaçá-la e comê-la. - E contou à filha tudo que se passara, sugerindo que não cumprissem a promessa ao leão e esperassem para ver o que sucederia.
Mas a filha o confortou, declarando:

- Pai querido, o que prometeste deve ser cumprido. Irei até o leão e o acalmarei para que me deixe voltar para casa a salvo.


Fala-se muito da jornada do herói... de Hércules, Jasão e Aquiles. Mas pouco se fala sobre a jornada feminina. A jornada da heroína que normalmente vai ao encontro da morte certa porque é o que precisa ser feito. Exigência do sacríficio em troca da paz, o sangue que se derrama para que a vida continue a existir. Toda mulher não faz esse sacrifício mensalmente?

Bela vai ao encontro do que seria a morte... se não fosse sua capacidade de gerar a vida. Verter sangue não é perda, para uma mulher, mas o símbolo de sua força. E através dessa sua capacidade de se sacrificar em prol da vida, ela consegue resgatar o príncipe perdido no interior da fera.
Como ela havia prevenido ao pai, acalmou o leão e retornou a salvo.



E depois tem gente que duvida da força feminina...